Xangô

xangoXangô

Estamos diante de um dos Orixás mais cultuado e respeitado no Brasil. Isso posta porque foi ele um dos primeiros Orixás do panteom iorubano. Patrono da justiça é o Orixá da política, o justiceiro da natureza, rei das pedreiras, rocha, dos coriscos e do trovão, fogo e larvas do interior da terra.

 A entrar em terras brasileiras. É, um dos principais troncos da religião de matrizes africanas do Brasil.

.Chamado pelo termo Obá (rei), do reino de Òyó, na Nigéria, antiga capital política daquele Pais, depois foi Lagos e agora, ABUJA. Ele é o poder real que lhe é devido, pois foi o quarto Aláàfin de Óyó, entre 1.450 a 1 403 a.C, na cidade mais importante da Nigéria. Obá é palavra da língua Yorubá que designa rei. Obá é também um dos epítetos do orixá Xangô (não confundir Obá, rei, soberano (oba), com o orixá Obá (Òbà), que é uma das esposas de Xangô

 Ele é Xangô (Sángó). É a capacidade de organizar, em ter habilidade no trato das relações humanas, governos, progresso cultural e social, a voz do povo, levante e a vontade de vencer. Tomando decisões sábias, hábeis, ponderadas e corretas, é o Orixá que decide sobre o bem e o mal, Pondo em prática os projetos de diferente área. Sua característica é nascer do poder e morrer em nome do poder. Percebemos que a imagem do poder esta sempre ligada ao Xangô

Sentimos sua presença nos raios, através do retumbar dos trovões, do clarão dos relâmpagos e nos grandes incêndios que também é regido por Iansã.

Mitologia

Filho de Oranian, tendo Yamasse como sua mãe, embora alguns digam ser Torosi a sua matriarca que é natural de Tapá ou Nupô.  Xangô governava a cidade de Cossô, posteriormente sendo o rei da cidade de Òyó e de sua dinastia. Foi marido de Iansã, Obá e Oxum. Sángó foi o quarto Aláàfin de Óyó. Nasceu para reinar, para ser monarca. Ele destronou sue próprio meio-irmão que era mais velho, Oba Dadá-Ajaká, terceiro oba de Óyó, entre 1 500 a 1 450 a.C, através de um golpe militar, certamente apoiado pelo povo de Òyó, pois ele é considerado rei até hoje.

Comentam que Xangô foi um homem bonito, extremamente vaidoso e conquistador. Com seu olhar que demonstrava um olhar de desejo, diziam que poucas mulheres resistiram a este flerte. Xangô era um amante irresistível, foi disputado por três mulheres ao mesmo tempo, mas Iansã, sua primeira esposa foi a que o acompanhou na sua transição estratégica da vida. Conta a historia que, em treinamento de guerra, Xangô ateou fogo em seu próprio reino. Tendo em vista o ocorrido, ele deveria ser desafiado pelo seu melhor general. Perdendo a luta, ficou com seu orgulho ferido.

Já era norma do povo Yorubá que se um rei cometesse um erro contra seu povo, deveria abdicar de sua vida. Assim fez Xangô, enforcando-se. Nesse momento, a fiel Iansã estava acompanhando-o. Seu corpo desapareceu para baixo da terra em um profundo buraco, do qual saiu uma corrente de ferro, simbolizando o termino da cadeia das gerações humanas, transformando neste momento, em Orixá. No seu aspecto divino, ele é filho de Oxalá, e tendo Iemanjá como mãe. Com sua transformação, Oba Dadá-Ajaká retorna ao trono de Òyó, como o quinto oba, entre 1 403 a 1 370 a.C. Com sua morte, assume o trono de Òyó seu filho Aganju que foi o sexto Aláàfin de Òyó, entre 1 370 a 1 208 a.C.

“Xangô “é um dos orixás mais conhecido e reconhecido pelo povo Yorubá. ““ Em cada nação leva um nome próprio assim como; “Xangô ou Sángó”, Nagôs, povo Yorubá,” Sobô, Sogbo”; no Jejes,” Quevioçô, Badé”; Fanti-Ashante,” Vonucon”, Tapá;” Abaçucá”; Agrôno,” Zaze, Cambãranguanga ou Kabuco”; bantos.

 A dança do Xangô é o alujá, durante o desenrolar da música ele vai brandindo orgulhosamente seu “oxé” machado alado, fazendo, e assim o ritmo acelerar-se, com um gesto, ele vai pegar o seu” leba” que é a bolsa imaginaria, onde contem as pedras do raio, “edun ará” dos Yorubá”, também chamadas pedras de Santa Bárbara que, ao lançar no ar, fará raios e trovões. Acredita-se que essas pedras que caem através da faíscas elétricas, sobem a superfície da terra somente sete anos após terem caídas.

Entre os instrumentos que  Xangô utiliza esta o “xeré”, é um chocalho feito de um porongo “ cabaça” com pescoço alongado ,que quando agita tem um som que lembra a chuva e é usado para reunir os orixás.O elemento fundamental de Xangô é o fogo. Admite-se que ele é numa espécie de ímã de eguns, daí sua aversão a eles. Segundo Pierre Verger o , Xangô tem uma similitude muito grande com Zeus da mitologia Grega, pois ambos são ligados a força,justiça e também detentor do poder do trovão e raios e portador do machado alado para cortar dos dois lados simbolizando o equilíbrio e a justiça. E tendo sido poderoso nas conquistas amorosas.

QUALIDADES MITICAS DE XANGO;

É o termo usado na religião para designar as múltiplas invocações dos Orixás, essas qualidades referem-se a cultos específicos para cada orixá que inclui suas diferentes idades e passagem suas vidas. Pois se acredita que cada ser humano é descendente de um orixá. Enumeraremos algumas descrições;

Agodô; o xangô que ateou fogo em seu reino. usa machado alado e tem afinidade com Iemanjá.

Obacossô; Na sua passagem pela cidade de Cossô Xangô recebeu o nome de Obacossô,

Jacutá; Ele é chamado assim por ser o senhor do edun ará, pedra de rio,

Afonjá; É o Xangô da casa Real de Òyó, é aquele que está sempre em disputa com Ogum, ora pelo amor da mão pelo o de Iansã, oxum e Oba. Também chamado de Alafim, Afonjá.

Baru; É o que de um cavalo branco para Oxalá, e seus guerreiros o prendera Oxalá por engano. É o único que não pode comer amalá.

Airá; Acredita-se que Airá tenha sido algum dos guerreiros de Xangô, tendo alguns comentários que um Orixá diferente de xangô e cultuado no candomblé. Com Xangô branco. Tendo vários seguimentos e são os mais velhos.

Alufan; è idêntico ao Airá ele veste branco e suas ferramentas são prata.

Aganju; também foi oba de Óyó, é guerreio feiticeiro tem estreita ligação co Iemanjá e os Ogbonis

Obain; ligado a Oyá.

Oranfé; justiceiro, reto e impiedoso, mora em Ifé

Obalubé; é o grande Rei, ligado a Oyá, Oxum e Oba.

Orixá da justiça, do fogo e do trovão, dono da balança da vida e do equilibro da estabilidade humana. Responde na gamela.

Aganju Ibeji; adjuntos com Oxum Panda Ibeji,

Aganju; adjuntos com Oiá ou Oxum Panda ou Iemanjá Bocí,

Agodô; adjuntos com Iansã ou Oxum Alobá,

Animais: quatro pés-carneiro branco sendo que para o Agodô deve ser mais de duas voltas de aspa (chifre).

Aves: meio quatro pés, angolista macho e galos brancos.

Número: Seis (06) ou múltiplos.

Cor: marrom ou vermelha e branca                                  

Dia: Terça feira.

Guias: vermelha e branca ou marrom

Saudação: kaô Cabecile,” Kawó kabiyèsílé.tradução Venham ver o Rei descer sobre a terra! Ou Salve a Vossa Majestade na terra!

Oferendas: Amalá “carne de carneiro” também pode ser peito bovino” refogada na mostarda posta sobre pirão de farinha de mandioca (um punhado de farinha de milho) coloca em uma gamela de madeira, com uma maçã vermelha e seis bananas (epô e mel) para Oyó as bananas podem ser deitadas e para Jeje em pé dependendo da nação.

 amalas

 Amalas,  Amalá da casa c/cravo, Ibeji (oíó),  Aganjú com  Camarão

Ferramentas, balança, machado alado, livro, pilão, gamela, búzios e moedas, (brinquedos e/ou mamadeiras para Ibeji.

Ervas; quebra pedra,levante,erva da fortuna, pata de vaca, manjericão, gervão roxo e pára raio.

Frutas; banana, pêssego, ameixa branca e maçã.

Sincretismo; Xangô Agodô; São Jerônimo, Xangô Aganju; São Pedro ou Santo Expedito, Xangô-Airá; Santo Expedito ou São Pedro, Xangô Dada; São João Batista, Xangô Badé; São Pedro, Xangô Alafim; São José , Xangô Afonjá; São João

  oio

 Local onde fica o ocuta de Xangô junto ao templo em Oio na Nigeria

   

   templo3

Templo de Sango e Iansã em Oió na Nigéria Continente Africano.