Nossa História

O templo foi fundado em Florianópolis em Julho de 1997 com o objetivo de ensinar e praticar a religião afro, ramo de nação oió e jeje, originária do batuque do Rio Grande do Sul. Sua bacia tem origem nas pessoas de: Babalorixá Joãozinho de Exubi Jeje; originário de Benin, Babalorixá Antoninho de Oxum Jeje, Babalorixá Acimar de Xango Tayó de Oió; de origem Africana com entrada em Lagos, na Nigéria, Ialorixá Miguela de Xango Tayó, Ialorixá Eulinda de Oió, Ialorixá Jane de Oxum e Babalorixá Chiquinho de Oxalá.

O templo é dirigido pelo babá Tacques de Xango e presidente da sociedade cultural, religiosa e também é mentor espiritual.

É responsável pelo bori e aprontamento.

Pai Chiquinho de Oxalá é responsável pelo bori e aprontamento do baba Tacques de Xango, tendo como madrinha de todos os ebós Mãe Jane de Oxum.

Tacques de Xango também recebeu o afoxé e o Opá de babá do Opá e o Afoxé  do Asiri Ogum, Babá Olúwo Badam Fatai Paramole no continente Africano mais especificamente em Ibadam na Nigéria.

 

Religiões afro-brasileiras

São consideradas religiões afro-brasileiras, todas as religiões que tiveram origem nas Religiões tradicionais africanas, que foram trazidas para o Brasil pelos negros africanos, na condição de escravos. Ou religiões que absorveram ou adotaram costumes e rituais africanos.

As religiões afro-brasileiras na maioria são relacionadas com a religião yorùbá e outras religiões tradicionais africanas, é uma parte das religiões afro-americanas e diferentes das religiões afro-cubanas como a Santeria de Cuba e o Vodou do Haiti pouco conhecidas no Brasil.

 

Batuque RS

Batuque é uma religião afro-brasileira(1) de culto principalmente aos orixás encontrados originalmente no estado do Rio Grande do Sul, no Brasil, de onde se estendeu para outros estados e países vizinhos como Uruguai e Argentina. É originaria de religiões dos povos da Costa da Guiné e da Nigéria,( nações, Jeje, Ijexá, Oyó, “Nagô” (2), Ketu, Cabinda ).

Uma particularidade da nação de Oyó no inicio se caracteriza pela ordem das rezas; primeiro tocava-se para todos os orixás masculinos e depois para os femininos e finalizava-se por Oyá (Iansã) e Xangô, representando o rei e a rainha de Oyó, origem desta nação, finalizando para Oxalá.

Nações; (povos)

Jeje Seu supremo (deus) Mawu ,entidade Vodus e/ou Nkisi

Ijexá “Olorum “ Orixás

Oyó “ Olorum “ Orixás

Ketu “Olorum “ Orixás

Bantu “ Nzambi Nkisi

Cabinda “ Olorum “ Orixás

Nagô “ Olorum “ Orixás

Obs; Cabinda, embora alguns considerar haver uma ligação com a cultura Bantu, mas cultuam Orixás e não Nkisi..

.Foto Nigeria

Etimologicamente a palavra batuque vem de um termo do povo bantu “batukajé”, em referencia bater tambores típicos em cerimônias religiosas. O batuque AMAZONICO, no Pará, é uma dança que chegou ao período colonial. E se espalho por vários cantos do Pais, os português em especial chamavam de batuque qualquer dança praticada pela comunidade negra oriundas da África.

Na região norte, o batuque em função da sua terminologia enraizou-se principalmente no PARÁ e no Amazonas onde a palavra também serve para designar as praticas religiosas. Nome batuque era dado pelos brancos, sendo que os negros o chamavam de Pará (3). É da junção de todas estas nações que se originou esta cultura conhecida como batuque

Batuque é considerado religiões de origem afra, todas as religiões, que foram trazidas para o Brasil, negros africanos, na condição de escravos. As religiões que absorveram ou adotaram costumes e rituais africanos. Essas religiões são conhecidas pelos seus nomes regionalizados e identificados em um determinado local, assim como;

Babacuê, no Maranhão e Pará, Batuque no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e João Pessoa, Cabula no Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina, Candomblé em todos os estados no Brasil, Culto aos Egungun, Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo, Culto de Ifá, Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo, Culto do Wodou em Santa Catarina e Rio de Janeiro, Encantaria em Maranhão, Piauí, Pará Amazonas, Omoloko no Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Santa Catarina, Pajelança no Piauí, Maranhão, Pará e Amazonas, Quimbanda em todo o Brasil, Tambor de Mina, Maranhão, Terecô no Maranhão, Umbanda em todo o Brasil, Xambá em Alagoas e Pernambuco, Xangô do Nordeste em Pernambuco, Recife.

Relacionamento das religiões aqui no Brasil, a grande maioria das religiões afras são relacionadas com o povo Yorubá e outras tradicionais africanas (2), uma parte de afro americano (quimbanda), afro cubanas (Santeira cubana) e o Wodou do Haiti quase não é conhecido no Brasil.

No Rio Grande do sul a estrutura do batuque deu inicio lactente no século XIX, entre os anos de 1833 a 1859, (Correa, 1988 a 69). Existem algumas indicações em jornal da época que nos levam acres os primeiros terreiros foram iniciados em Rio Grande e Pelotas no RS. Datados de abril de 1878, ( Jornal do Comercio de Pelotas). Em Porto Alegre as noticias sobre o batuque apareceram na segunda metade do século XIX com a migração do ex-escravos e escravos desta região para a capital. e a língua usada por eles era o Yorubá. O ritual do batuque seguem com os fundamentos com relação aos orixás nas raízes da nação Ijexá na Nigéria/África e da lastro as demais nações também oriundas do mesmo continente.

1- Religião Afra brasileira

2- Nago

3- Pará

4- Igbá

5-Orixás

6-Fundamentos religiosos

(2) – Na cidade de Pelotas o fundador da primeira Casa de Nagô, Ibrain Atalla, (Ibrain de Oyá Mesan) denominada Sociedade Espiritualista Rio Grande do Sul, em 29 de julho de 1950.

O nome nagô ficou conhecido na Brasil através dos escravos vindos de Abeokuta, mas no continente africano não existe nação com essa terminologia. O nome nagô ( R.C.Abrahams) alcunha os Yorubás de Ipó Kiyà, entre os quais vivem também algumas famílias do povo popo do antigo Daomé.

Esse termo prove do povo Fon, anago que era usado no sentido pejorativo “piolhento”, quando esse povo chegava a fronteira de Benin antigo Daomé fugindo de perseguições, vinham esfarrapado, famintos e cheios de piolhos.

Obs; Os termos étnicos como nagôs, jejes ,angolas, congos, fulas, são terminologia criadas pelos escravagistas, cada termo continha uma quantidade significativa de tribos escravizadas em cada região.

(3) – etimologicamente o termo “Pará”: afirmava-se ser este o outro nome pelo qual é conhecido o batuque. Mas não procede. Essa questão já está dimensionada desde os anos 1950, nas pesquisas etnográficas de Roger Bastide sobre a religião africana no Rio Grande do Sul. Diferentes das religiões afro-caribenhas como a santeira e o vodu.

(4) – Igbá são recipientes onde se coloca os assentamentos do respectivo orixá.

(5)- Orixás

(6)- fundamentos religiosos, imolação e trabalhos determinados e oferendas para os Orixás. Este local é sagrado, pessoas não podem estar vestidas de preto, mulheres em dias de menstruação não entram no salão, junto a parte da casa, chamada de peji, e também no salão são realizadas as festas para os orixás.

O batuque é uma religião baseada no culto às divindades Africanas, principalmente as do povo Yorùbá, chamados de Orixá em suas maiorias ligadas a natureza: rios, lagos, matas, mar, pedreiras, cachoeiras etc. Seus rituais que envolvem paramentos que estão em parte dentro dos templos e terreiros, onde permanecem seus assentamentos (Igbá), onde são invocadas as vibrações de nossos orixás.

Nos seres humanos nascemos sob a influência de um orixá e, em nossa vida, teremos as vibrações e a proteção desse orixá ao qual está naturalmente vinculado e que rege seu destino. O orixá exige a dedicação de seu influenciado, sendo que este poderá ser um simples colaborador nos cultos, ou até mesmo se tornar um membro efetivo da religião e até podendo exercer o cargo de mentor espiritual. No culto ao batuque é feito exclusivamente aos orixás, começando com Bará (exu), que deve ser o primeiro homenageado, Ogum, Oyá, (Iansã), Xangô, Ibeji, Odé, Otim, Oba, ossanhã, Xapanã,

Oxum, Iemanjá, Oxalá e Orunmilá (5). O panteão de Orixás varia de acordo com a nação. No batuque, os espíritos dos sacerdotes são chamados de egungun, constituído uma categoria a parte, pois são espíritos (Eguns), desencarnados de seres humanos, e estão ligados a uma estrutura de sociedade. O templo ou terreiro no batuque é o local onde são feitos todos os fundamentos religiosos. (6) Quando se faz a montagem dos assentamentos de um orixá coloca-se junto aos Octás (pedras) e permanecem dentro das vasilhas de cada orixá no peji. Com exceção dos orixás de rua, que tem seus assentamentos em locais separados. A casa dos eguns (mortos) também tem um lugar definido para eles que são no terreno nos fundos do salão.

A principal característica do ritual do batuque é o fato de o iniciado não poder saber, em hipótese alguma, que foi possuído pelo seu orixá. Na realidade o questionamento não está no saber, e sim no fato de a pessoa ao saber que se ocupa, pode ceder a vaidade extrema e desta forma banalizar um princípio básico dos Orixás, que está na humildade e desapego material.

Cada mentor espiritual ( babalorixá,  Ialorixá) tem sua autonomia nos seus rituais, mas nunca deve ficar fora dos praticados pela sua bacia. No mínimo uma vez por ano deve ser feito toque para seus orixás. Mas as festas grandes são de quatro em quatro anos que feita obrigação de reforço ( EBÓ) de cada orixá cento, nesse caso tem sacrifício de animais de quatro pés e aves, nesta obrigação serve para o dono da casa prestar homenagem ao orixá da casa e dos demais incluindo os filhos que ainda não tem o seu próprio templo. Estas festas têm uma duração aproximadamente de duas semanas. O babá tem obrigação de transmitir os ensinamentos a todos os filhos de santo; uso das folhas sagradas, execução de trabalhos e oferendas, interpretação do jogo de búzios, e até mesmo como preparar um novo sacerdote.

A partir do momento que um neófito se torna um sacerdote de orixá, terá as mesmas responsabilidades daquele que lhe passou os ensinamentos.

Lembrando que, dentro da religião afro-brasileira, existem vários segmentos.

 

                                               Bará     

 

Bará é orixá que faz o movimento e Interligação entre os orixás e os humanos, abre e fecha os caminhos e a roda da vida. Portanto é o mensageiro dos orixás. Ele é o dono das chaves dos portais, cruzeiros e caminhos.
O Bará pode ser o mais bondoso dos orixás  quando tratado com consideração e generosidade.

Foi taxado como o diabo pela igreja católica, por características peculiares de sua irreverencia, prepotência, arrogância, astúcia… Suas saudações, ebós de obrigações e cortes, serão feitos em primeiro ,antes dos demais orixás..

Adjuntos

Elegba  com Oiá Timboá,

Lodê com Iansã ou com Obá,

Lanã com Obá ou com Oiá,

Adague com Oiá ou com Obá,

Agelú com Oxum Pandá e as vezes com Oiá.

Ferramentas

 Corrente, chave cachimbo, foice, moeda, búzios..

 

Animais

Elegba e Lodê, quatro pés bode preto com aspa inteira.

Lanã, Adague e Agelú, cabrito pequeno, qualquer cor com exceção do preto.

Aves – galo vermelho para todos os Barás.

Números- sete ( 7) e seus multipolos.

Cor – vermelha

Dia da semana- Segunda-feira embora o Bará responda em todos os dias da semana.

Guias- Corrente de aço.

Vermelho escuro para o Legba.

Saudação –  Alupô ou lalupô.

Oferenda –

Milho torrado, pipocas, 07 batatas inglesas assadas e azeite de dendê. Se for para Bará Agelú, vai 7 bala de mel.

Arquétipo dos filhos de Bará; possuem um caráter ambivalente, ora são pessoas inteligentes e compreensivas com os problemas dos outros, adoram os prazeres da vida, são sensuais e atraentes, muitas vezes se valem de mentiras e são muitos hábeis e astutos nos negócios conseguindo seus objetivos. Ora são bravas, intrigantes e ficam muito contrariadas. As pessoas de Bará não têm paradeiro, gostam de viagens, de andar na rua, de passear, de jogos e bebidas. Quase sempre estão envolvidas em intrigas e confusões. Guardam rancor com facilidade e não aceitam ser vencidas. Por isso para ter-se um amigo ou filho de Exú é preciso que se tenha muito jeito e compreensão ao tratar-se com ele.

Conta a lenda que houve uma demanda entre Bará e Oxalá para que pudesse saber quem era o mais forte e respeitado, e foi aí que Oxalá provou a sua superioridade pois, durante o combate, Oxalá apoderou-se da cabaça de Bará a qual continha o seu poder mágico transformando-o assim em seu servo. Oxalá então permitiria que Bará a partir de então recebesse todas as oferendas e sacrifícios em primeiro lugar. A Importância de Bará é fundamental, uma vez que ele possui o privilégio de receber todas as oferendas e obrigações em primeiro lugar, nenhuma obrigação deve ser feita sem primeiro saudar a Bará. É o dono de todas as encruzilhadas e caminhos, é o homem da rua, quem guarda a porta e o portão de nossas casas, quem tranca, destranca e movimenta os mercados, os negócios, etc. Bará também nos confirma tudo no jogo de IFÁ (Búzios).

Conta-se que Aluman estava desesperado com uma grande seca. Seus campos estavam secos e a chuva não caia. As rãs choravam de tanta sede e os rios estavam cobertos de folhas mortas, caídas das árvores. Nenhum Orixá invocado escutou suas queixas e gemidos. Aluman decidiu, então, oferecer a Bará grandes pedaços de carne de bode. Bará comeu com apetite desta excelente oferenda. Só que Aluman havia temperado a carne com um molho muito apimentado. Bará teve sede. Uma sede tão grande que toda a água de todas as jarras que ele tinha, e que tinham, em suas casas e dos vizinhos, não foram suficientes para matar sua sede. Bará foi á torneira da chuva e abriu-a sem pena. A chuva caiu. Ela caiu de dia, ela caiu de noite. Ela caiu no dia seguinte e no dia depois, sem parar. Os campos de Aluman tornaram-se verdes. Todos os vizinhos de Aluman cantaram sua glória:

• Dono dos dendezeiros, cujos cachos são abundantes;
• Dono dos campos de milho, cujas espigas são pesadas!
• Dono dos campos de feijão, inhame e mandioca!

E as rãzinhas gargarejavam e coaxavam, e o rio corria velozmente para não transbordar!
Aluman, reconhecido, ofereceu a Bará carne de bode com o tempero no ponto certo da pimenta. Havia chovido bastante.

 

 

Escravos

escravo1

escravoEscravidão

escravo3Escrava sendo leiloada na Antiguidade, em quadro do pintor francês Jean-Léon Gérôme

escravo4Escravos do nazismo, num campo de concentração em Wobbelin.

escravo5Três escravos abissínios encadeados. ASociedade Antiescravagista estima que havia dois milhões de escravos na Etiópia, no início dadécada de 1930, numa população estimada entre 8 e 16 milhões de pessoas.[1]

 

escravidão (denominada também escravismoesclavagismo e escravatura[2]) é a prática social em que um ser humano assume direitos depropriedade sobre outro designado por escravo, ao qual é imposta tal condição por meio da força. Em algumas sociedades, desde os tempos mais remotos, os escravos eram legalmente definidos como uma mercadoria. Os preços variavam conforme as condições físicas, habilidades profissionais, a idade, a procedência e o destino.

O dono ou comerciante pode comprar, vender, dar ou trocar por uma dívida, sem que o escravo possa exercer qualquer direito e objeção pessoal ou legal, mas isso não é regra. Não era em todas as sociedades que o escravo era visto como mercadoria: na Idade Antiga, haja visto que os escravos deEsparta, os hilotas, não podiam ser vendidos, trocados ou comprados, isto pois ele eram propriedade do Estado espartano, que podia conceder a proprietários o direito de uso de alguns hilotas; mas eles não eram propriedade particular, não eram pertencentes a alguém, o Estado que tinha poder sobre eles. A escravidão da era moderna está baseada num forte preconceito racial, segundo o qual o grupo étnico ao qual pertence o comerciante é considerado superior, embora já na Antiguidade as diferenças raciais fossem bastante exaltadas entre os povos escravizadores, principalmente quando havia fortes disparidades fenotípicas. Na antiguidade também foi comum a escravização de povos conquistados em guerras entre nações. Enquanto modo de produção, a escravidão assenta na exploração do trabalho forçado da mão-de-obra escrava. Os senhores alimentam os seus escravos e apropriam-se do produto restante do trabalho destes.

 

A escravidão no Brasil

escravidão, também conhecida como escravismo ou escravatura, foi a forma de relação social de produção adotada, de uma forma geral, no Brasildesde o período colonial até o final do Império. A escravidão no Brasil é marcada principalmente pelo uso de escravos vindos do continente africano, mas é necessário ressaltar que muitos indígenas também foram vítimas desse processo. A escravidão indígena foi abolida oficialmente pelo Marquês do Pombal, no final do século XVIII.[1]

Os escravos foram utilizados principalmente na agricultura – com destaque para a atividade açucareira – e na mineração, sendo assim essenciais para a manutenção da economia. Alguns deles desempenhavam também vários tipos de serviços domésticos e/ou urbanos.

A escravidão só foi oficialmente abolida no Brasil com a assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888.[2] No entanto, o trabalho compulsório e o tráfico de pessoas permanecem existindo no Brasil atual, a chamada escravidão moderna, que difere substancialmente da anterior.